Freak e Jajà conhecem-se numa terra de ninguém, sem data nem tempo. O Homem já não habita o planeta e apenas algumas estranhas personagens, sobreviventes, aparecem raramente.
Os dois protagonistas encontram-se numa paragem de autocarro no meio do nada, sem se conhecerem. O autocarro que segue até Godot, o deus que se manifesta do outro lado da montanha sob a forma de sons musicais, chega, mas não pára. Tendo perdido o autocarro, Freak e Jajà decidem procurá-lo a pé. Iniciam assim uma viagem que os fará encontrar as personagens bizarras que habitam esta terra, mas infelizmente encontram a morte antes de chegarem ao seu Deus.
Notas do realizador
Beket toma forma da necessidade de se exprimir livremente, sem regras e auto-censura. Para que pudesse permitir a si mesmo esta liberdade foi necessário pensar num trabalho produtivamente pequeno, ágil e rápido, que não tivesse custos, tendo que trabalhar em auto-produção independente. A ideia de se ligar ao universo do isolamento Becketiano, partindo do seu “À espera de Godot”, une bem a “pobreza” produtiva à “riqueza” do conteúdo.